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Osvaldo Goeldi
(Artista brasileiro )
1895 - 1961

Artista brasileiro nascido no Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal, expoentes do modernismo brasileiro, identificado com o expressionismo, cuja obra retratou a alienação e a solidão do homem moderno e é considerado o mais importante e perfeccionista na arte da xilogravura que o Brasil conheceu. Filho do naturalista suíço Emílio Augusto Goeldi (1859-1917), responsável pela organização do Museu Goeldi em Belém do Pará, foi com o pai para a Suíça (1901). Cresceu na Suíça e foi educado em Zurique e Genebra, e realizou uma apresentação de desenhos, sua primeira exposição individual, em Berna (1917). De volta ao Brasil (1919), radicou-se no Rio de Janeiro e depois de cinco anos, resolveu se dedicar à xilogravura. Por ocasião de sua primeira exposição na Galeria Wyss, em Berna (1917), teve oportunidade de conhecer o desenhista expressionista austríaco Alfred Leopold Isidor Kubin (1877-1959), de quem se tornou grande amigo e manteria correspondência durante toda a vida, herdando influência decisiva em sua obra. Esteve na Alemanha (1930-1931) e foi premiado como melhor gravador brasileiro na I Bienal de São Paulo (1951), à qual espôs mais duas vezes (1953 / 1955) e esteve com sala especial (1966). Expôs também na Bienal de Veneza (1950 / 1952 / 1958) e conquistou o prêmio internacional de gravura na II Bienal Interamericana do México (1960). Dedicou significativa parcela de sua obra gráfica à ilustração de suplementos literários e livros, como para Cobra Norato, de Raul Bopp (1937) e diversas obras de Dostoievski (1941-1953), além de Martim Cererê, de Cassiano Ricardo (1945), Lições de abismo, de Gustavo Corção (1956) e Mar morto, de Jorge Amado (1960). Mestre de numerosos artistas e professor de gravura, por muitos anos, na Escolinha de Arte do Brasil e na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, morreu em sua cidade natal. Seus desenhos, diferentemente de suas gravuras, espelhavam muitas das qualidades do artista, distinguindo-se por um brilho especial com distorções lineares, linhas tensas, irregulares em ondulações ou entre cruzamentos ásperos, que aparentavam um mundo fantástico de visões fantasmagóricas.
OBS: O modernismo brasileiro teve seu ápice cultural na famosíssima semana de arte Moderna (1922), ocorrida entre 13 e 17 de fevereiro daquele ano, e enfraqueceu a partir do período da II Grande Guerra, quando a abstração chegou com mais força ao país, principalmente com o falecimento de Mário de Andrade (1945). Seu final aconteceu em meados do século XX com a criação das bienais, que promoveram a internacionalização da arte do país. Na gravura, o modernismo brasileiro possui como expoentes Osvaldo Goeldi (1895-1961) e Lívio Abramo (1903-1992). Ambos identificados com o expressionismo, Abramo desenvolveu um trabalho mais voltado para o lado social.



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Comentários sobre:
Osvaldo Goeldi
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refak....ñ o q vc é + o q tem..........dfunção até o fim tagua norte comanda

Por: refakin


É EXCELENTE ARTISTA

estudo na E.M.E.F.PROFa PALMYRA SANT'ANNA em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.
ESTAMOS ESTUDANDO SOBRE ELE E AS SUAS OBRAS .

Por: marina


Lani Goeldi a sobrinha neta do Artista e Ricardo Barradas,advogado,curador,marchand,avaliador de arte,ativo a mais de 25 anos no Mercado de Arte no Brasil e no Exterior,foram os CURADORES da Exposição da BM&F em São Paulo,realizada pelo PROJETO GOELDI em 2007.

Por: RICARDO BARRADAS


Por uma soberania inigualável o Projeto Goeldi e a Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi, tem procurado agregar os admiradores da obra de Goeldi indistintamente e sem reservas.
Por conta disso procuramos enfatizar na Exposição Goeldi- Arte em Branco em Preto na BM&F -SP o lado humano do artista.
Goeldi amava este aspecto de diferenças, e essas diferenças são retratadas em sua obra, para chamar a atenção, a todo o momento, sobre os excluídos e os abandonados...

Acredito eu que por isso seu trabalho é tão atual e tão ambíguo.

Como artista não teríamos mais palavras para defini-lo já que muitos críticos e historiadores da arte já o fizeram e deram suas interpretações, mas como curadora desta exposição convido a todos a visitarem a Exposição na BM&F - Pça Antonio Prado, 48-SP, composta de obras, acervos iconográficos e documentais.

Espero que apreciem e divulguem o trabalho de nossa Instituição que une a cada dia a força conjunta dos admiradores de Goeldi e vem atuando em prol da memória e da obra do artista.

Maiores Informações: www.oswaldogoeldi.org.br

Lani Goeldi
Curadora Permanete do Projeto Goeldi
Presidente da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e
Sobrinha do artista.


Por: Lani Goeldi


A vida não responde imediatamente as nossas encrencadas espectativas.Por conta disto,que certos eleitos,por ela mesma escolhidos,de forma singular,acompanham - se dela em seus caminhos oblíquos e solitários,em uma continuidade criativa pulsante entre o torturante gemido solitário dentro dos abismos sombrios de nossa ma fadada alma e a morna euforia escarnecida das palavras,não ditas,mal ditas, em duvida de si mesmo.

Eu sou carioca de nascimento,e desde a infância me sentia opaco,pela contemplação cotidiana das belezas naturais da cidade do Rio de Janeiro,a qualquer canto um novo olhar,de uma irretocável harmonia atlântica entre o céu, a mata,e o mar.
Aos treze anos,mudei me com minha família, para a Amazonia. E por conta disto,chego bem próximo da compreensão exata,do que tem ocorrido,com todo aquele nascido no Rio de Janeiro, e que seja remarcado a fogo pelo exuberante e incandescente sol equatorial, da Grande Mãe incontestável,senhora de todas as cores,sons e sabores florestais tropicais.

Esta minha experiência pessoal semelhante,deve ter sido bem parecida com a do Grande Mestre Goeldi que quando na infância deslumbrou as diversidades
pulgentes da Amazonia,pelas portas do Estado do Para.

Oswaldo Goeldi e nosso “ verdadeiro expressionista’ e nosso “verdadeiro modernista”.O único artista modernista coerente em sua personalíssima produção autônoma e solitaria,bem longe das regras poéticas modernistas centradas no conteúdo, e sem a menor preocupação com as tendências oficiais da arte brasileira,dos modismos e do mercado de arte,como um todo.

Acredito que por conta deste comportamento,tenha sido mais fácil,e primeiro o reconhecimento de genialidade de sua valorosa obra,pelos artistas literários de gêneros diversos,em seu tempo.Assim como Manuel Bandeira,Carlos Drumond de Andrade,Murilo Mendes,Ferreira Gullar,Raquel de Queiros ,Anibal Machado e Mario Pedrosa,e muitos outros.

Goeldi com sua arte estava muito alem de seu tempo.E por conta de sua incontestável personalidade autônoma criativa,não tenha sido bem recebido pela critica especializada na arte,como também pelos outros artistas contemporâneos.

Mas a continuidade se faz necessaria , mesmo quando temos externamente,tão poucos estímulos incentivadores para isto.Parece que a estrada da personalidade forte,reserva um caminho sombrio e solitário,para seus filhos mais queridos.

Sendo assim arte de Goeldi, impressiona desde o inicio, o menos letrado espectador,pela profundidade das questões sociais modernas que apresentam.Os elementos vivos em seus desenhos e gravuras,estacam se e vagueiam vagarosamente pelas superfícies negras e brancas,sem terem para onde ir.E os elementos mortos,imóveis,e paisagísticos,assumem um papel metafísico,de lugar nenhum,becos,esquinas,vielas comuns,que podem ser de qualquer uma grande metrópole do mundo.Os elementos vivos e os elementos mortos,trocam de papeis na realidade sombria e cotidianamente opressora. Chega a assumir um papel inimaginavelmente mágico e importante.
Da mesma forma que os elementos marginais,de suas figuras,na arte de Goeldi.São eles: bêbados,ambulantes,trabalhadores braçais,prostitutas,pescadores artesanais,que pouco a pouco assumem um papel definitivamente emblemático dentro de todos os processos criativos na obra do artista.

Acredita se supostamente que o preto seja a inclusão de todas as cores,e que o branco seja a ausência e a exclusão de cada uma delas.Mas na arte de Goeldi,o preto e o branco,assumem uma nova realidade de papeis distintos.O negro passa a ser o pano de fundo das palavras não ditas,dos elementos mudos,dos muros descascados,da calçada escura,do canto imundo,que nos ensurdecem e o alvio passa ser o sopro de própria vida,a verdadeira luz,que anima todas as coisas que se movem,que nos entorpece no sentido obliquo das falsidades.

Goeldi nos lembra em muitos momentos,em um convite constante,por sua obra que as falsas modéstias,as vaidades,as arrogâncias burras e teimosas,o sermos importantes e privilegiados,nos pouco vale verdadeiramente.
Pois a Morte,futuro certo de cada um, iguala a todos a qualquer modo e não há quem , nascido algum dia que de Ela escape.
Mas para Goeldi, a morte não e o fim somente,aparece como alicerce vivo e presente,em todos os passos de nossas intimas continuidades e conflitos diarios.

Goeldi,passou dos 6 aos 24 anos na Suiça.Viu de perto os horrores da Guerra,dos farrapos,da fome,da solidão ,elementos que marcam definitivamente e profundamente a alma do artista.Nesta mesma época na Europa, entra em contato,com uma produção artística que o marcaria para sempre,a do artista austríaco Alfred Kubin (1877- 1959) e Kubin revela se uma importância impar na produção artística de Goeldi,que ate hoje,nenhum trabalho critico definiu a sua exata dimensão.Como se um fosse a contra face do outro,no encontro de um mesmo caminho.
Por estes encontros e achados,um na obra do outro,Goeldi e Kubin,correspondem se excessivamente de 1926 a 1951.
Acredito que existem certos e determinantes fatos,pessoas e personagens,que vez por outra,redirecionam e norteiam ao mesmo tempo,nossas caminhadas pessoais.Tanto como foi o encontro com Alfred Kubim,foi também como Hermann Kummerly,tiveram,cada um dels,uma importância norteadora dentro da emblemática carreira artística de Goeldi.

No período que esteve na Europa Goeldi,limitou se aos desenhos e a lithogravura,So em 1923,já no Brasil,e que passa a se interessar pela xilogravura.
A partir deste mágico momento de complexidade mutua Creador e Criatura,constroem um universo metafísico próprio de criaçao.
Evoco o termo latino da Creacao,sem a menor preocupação de blasfêmia literária alguma contra a Magna Criaçao.Pois so para Oswaldo Goeldi e sua arte,“entre os homens nascidos de mulher“,posso facultar esta comparação divina.Daquele que crea divinamente a partir do nada,e não tão somente transforma.Ao contrario de muitos,que não fizeram,nada mais do que uma releitura,do que já existe.Goeldi magistralmente crea,e perpetua sua creaçao em sua obra.

E por meio da mais popular das técnicas de expressão artística,tao presente nos livretos da literatura de cordel,expostos nas barraquinhas improvisadas dos anônimos ambulantes nas incontáveis feiras livres de todos os nossos “brasis” de varias cores.A xilografia pssa a assumir um caráter essencialmente expressionista,moderno e erudito.
Goeldi em coifagens precisas na confecção da matriz,inicia a ressurreição de lua e movimento,arranca do tosco pedaço de madeira , a própria vida....
E em uma engenhosidade complicadíssima de colorir agravura no suporte orgânico,revela ao espectador,um mundo mágico com matiz personalíssimo.

Consegue Goeldi,no desenho a lápis,no carvão e no nanquim,a mesma expressividade encontrada nas gravuras.Como um verdadeiro maestro,não privilegia qualquer instrumento,rege qualquer um deles,com o único objetivo de chegar bem próximo da perfeição. Assim Goeldi o faz,nas mais diferentes técnicas de expressão artística,consegue redimensionalizar a importância do branco e do preto,do claro e do escuro,da vida e da morte,convidar o
Espectador solitário,um a um,olho a olho,
perante qualquer uma de suas obras, encontrar parte das respostas contidas em todos os nossos mais sombrios abismos
Pessoais,
e por conta deste feito,
sempre ser,celebrado,como verdadeiramente :

O maior artista moderno brasileiro.



Ricardo Barradas
curador

(Texto de curadoria de RICARDO BARRADAS,curador permanente do PROJETO GOELDI,para a exposição GOELDI NA BM&F:ARTE EMBRANCO E PRETO.Em curso,no Espaço Cultural da BM&F,SP,BRASIL.Fevereiro de 2007)











Por: RICARDO BARRADAS

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