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Rui Barbosa

(Estadista e escritor)
Salvador, 05/11/1849
Rio de Janeiro, 01/03/1923


Estadista e escritor, nasceu em Salvador, Bahia, no dia 5.11.1849, morreu em Petrópolis, Rio de Janeiro nodia 01.03.1923. Bacharelado em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Voltando a Salvador, estabeleceu banca de advocacia. Em 1878 foi eleito Deputado na Assembléia Provincial da Bahia, passando a ser Deputado Geral em 1879. Confiando na união do país, como sistema governamental, provou por meio de raciocínio conlcudente ao Governo Imperial, que esse era o único meio de livrar o trono, no que não foi atendido. Veio então a República e Rui Barbosa foi separado para tomar posse do lugar de vice-chefe do Governo Provisório e a Pasta de Finanças. Escreveu o projeto da Carta Constitucional da República. Sendo dissolvido o Congresso por Deodoro, abandonou o cargo que ocupava, passando para a oposição. Em 1893, viu-se envolvido na Revolução da Armada, em virtude da qual foi exilado. Esteve na Argentina, Lisboa, Paris e Londres. Regressando ao Brasil, foi eleito Senador pela Bahia, em 1895. Rodrigues Alves, Presidente da República designou-o como representante do Brasil na II Conferência de Paz, em Haia. Demonstrando excepcional habilidade, cultura e inteligência, obteve impressionantes vitórias, o que lhe valeu o cognome "Águia de Haia". De volta ao Brasil, candidatou-se à Presidência da República em oposição a Hermes da Fonseca, para qual perdeu; foi membro criador da Academia Brasileira de Letras, e por algum tempo seu presidente. Incontestavelmente, Rui Barbosa tornou-se campeão do liberalismo no Brasil. Seus restos mortais foram enterrados em Salvador, na Galeria Subterrânea do Palácio da Justiça (Fórum Rui Barbosa). Na produção imensa de Rui Barbosa, as obras puramente literárias não ocupam a primazia. Ele próprio questionou se teria sido um escritor por ocasião do seu jubileu cívico, a que alguns quiseram chamar “literário”. Num discurso em resposta a Constâncio Alves, destacou de sua obra as páginas que poderiam ser consideradas literárias: O elogio do Poeta (Castro Alves), a oração do Centenário do Marquês de Pombal, o ensaio Swift, a crítica do livro de Balfour, incluída nas Cartas de Inglaterra, o discurso do Liceu de Artes e Ofícios sobre o desenho aplicado à arte industrial, o discurso do Colégio Anchieta, o discurso do Instituto dos Advogados, o Parecer e a Réplica acerca do Código Civil, as traduções de poemas de Leopardi e das Lições de coisas de Calkins, e alguns artigos esparsos de jornais. A esta relação, Américo Jacobina Lacombe acrescentou alguns dos discursos que Rui proferiu nos últimos cinco anos de vida, como os do jubileu cívico e a Oração aos moços, as outras produções reunidas em Cartas de Inglaterra, o discurso a Anatole France, e o discurso de adeus a Machado de Assis. A produção jornalística puramente literária, a que Rui se referiu genericamente como “alguns artigos esparsos de jornais”, daria alguns alentados volumes. Obras: Alexandre Herculano, discurso (1877); Castro Alves, discurso (1881); Reforma do ensino secundário e superior, pareceres (1882); O Marquês de Pombal, discurso (1882); Reforma do ensino primário, pareceres (1883); Swift, ensaio (1887); Cartas da Inglaterra, ensaios (1896); Parecer e Réplica acerca da redação do Código Civil, filologia (1904); Discursos e conferências (1907); Anatole France, discurso (1909); Páginas literárias, ensaios (1918); Cartas políticas e literárias, epístolas (1919); Oração aos moços, discurso (1920); editado em livro em 1921); Queda do Império, história, 2 vols. (1921); Orações do Apóstolo, discursos (1923); Obras completas, organizadas pela Casa de Rui Barbosa, 125 vols.

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