Leila Diniz
(Leila Diniz)
25/03/1945, Niterói (Rio de Janeiro)
14/07/1972, Nova Delhi (Índia)
Uma entrevista histórica ao semanário "Pasquim", em 1969, Leila Diniz disse: "Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo".
Para a moral da época, foi algo revolucionário. Jovem, alegre e bonita, Leila falava de sua vida sem constrangimento algum. Os trechos com palavrões na entrevista foram substituídos por asteriscos.
A ditadura militar que vigorava no Brasil de então reagiu prontamente às afirmações da atriz e decretou a censura prévia no jornal. Leila atraiu também a indignação nas feministas, em pé de guerra naqueles anos, que a acusaram de servir aos homens.
Alegando razões morais, a TV Globo não renovou contrato com a atriz. O apresentador Flávio Cavalcanti, da TV Tupi, a empregou então como jurada em seu programa de auditório, em1970, e a escondeu da polícia política.
Aos 15 anos, Leila trabalhou como professora, ensinando crianças do maternal e jardim de infância. Desde aquele primeiro emprego queria mudar a maneira como as coisas eram feitas. Por exemplo, aboliu a sua mesa para ficar sempre entre os alunos.
Em 1961, com 17 anos, se apaixonou pelo cineasta Domingos de Oliveira, com quem viveu até os 21 anos. Estreou como atriz dirigida pelo marido, na peça infantil "Em Busca do Tesouro". No ano seguinte, foi corista em um show de Carlos Machado. Em 1964, contracenou com Cacilda Becker em "O preço de um homem".
No ano seguinte, iniciou a carreira na televisão em papéis menores até ganhar papéis em "Eu compro essa mulher" e "O Sheik de Agadir", ambas escritas por Glória Magadan. No total, fez 12 novelas na TV Globo, TV Excelsior e TV Tupi. Fez também publicidade de refrigerantes, sabonetes e creme dental.
Leila foi dirigida pelo ex-marido em dois filmes. O primeiro deles, "Todas as mulheres do mundo", incorporou histórias da vida em comum do casal, e, em 1967, "Edu, Coração de Ouro", história de um malandro carioca classe média estrelado por Paulo José.
Baseado no romance de Antônio Callado, "Madona de Cedro", foi um de seus melhores momentos, sob a direção de Carlos Coimbra. Entre papéis de protagonista, coadjuvante e participações especiais, Leila atuou em 14 filmes. Em 1968, foi à Alemanha representar "Fome de amor", de Nelson Pereira dos Santos, no Festival de Berlim.
Leila reabilitou o teatro de revista com uma curta carreira de vedete no espetáculo "Tem Banana na Banda", improvisando a partir dos textos de Millôr Fernandes, Luiz Carlos Maciel, José Wilker e Oduvaldo Viana Filho. Em 1971, casou-se com o diretor de cinema Rui Guerra, pai de sua filha Janaína. É eleita a Grávida do Ano no programa do Chacrinha.
Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil. Escandalizou a tradicional família brasileira ao exibir a sua gravidez de oito meses, na praia de biquíni e ao amamentar a filha Janaína diante das câmeras. Defensora do amor livre e do prazer sexual, irritou feministas tradicionais e se tornou símbolo da liberação feminina dos anos 1960 e 1970.
Morreu em 1972, em um acidente de avião na Índia, no auge de sua fama. Voltava de um festival de cinema na Austrália, onde ganhara o prêmio de melhor atriz com o filme "Mãos vazias".
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Comentários sobre: Leila Diniz | Adicionar Comentário |
A leila sempre foi minha musa inspiradora. Me identifico muito com ela, inclusive nos palavrões. Mesmo sendo casado e fiel ao marido, acredito que ninguém é dono de ninguém, que a melhor coisa do mundo é ter liberdade para amar, agir e falar, sempre ensinei as minhas filhas que se importem em primeiro lugar, com elas mesmas pois isto é o primeiro passo para uma liberdade maior. Qyando a Leila morreu eu tinha 14 anos, nunca esqueci aquele dia frio de inverno. A Leila fez muita falta para as mulheres brasileiras aprenderem de alguma forma, se valorizarem e se perceberem enquanto mulher. Ela não nunca teve nem terá substituta e sempre será a MULHER dos anos de chumbo e de todos os tempos no Brasil.
Por: Irene Dóres
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Axo Leila Diniz incrível e me identifico muito c ela.
O exemplo do q é ser MULHER de verdade!!!
Por: Tacyanna de Campos
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ATÉ HJ EH MT DIFÍCIL DE EXTERNAR SUA OPNIÃO E DEFENDÊ-LA SEM NOS IMPORTA COM JULGAMENTOS ALHEIOS, A SOCIEDADE AINDA HJ É HIPÓCRITA E MACHISTA E LOUVA VALORES Q NÃO PRATICA...LEILAS, MARIAS, JOANAS, CAROLINAS, EUNICES, NÁDJAS Q DIZEM O Q SENTEM, DEFENDEM AQUILO Q ACREDITAM SEMPRE IRÃO CHOCAR A SOCIEDADE COMO UM TODO...E ESTE CHOQUE É TIDO COMO INVEJA E ADMIRAÇÃO CONTIDAS POIS NO FUNDO TDS NÓS HOMENS OU MULHERES QUEREMOS TER A CORAGEM DE DIZER AQUILO Q PENSAMOS E DE ENFRENTAR A OPINIÃO PÚBLICA SEM MEDO DOS POSSÍVEIS ESTERIÓTIPOS Q NOS POSSAM DAR.
Por: NHÁDJA SANTORO
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Bom Leila Diniz nao eh da minha época so tenho 21 anos mas do pouco que eu tive de contato de sua vida vi que ele era guerreira e muito adiante do seu tempo
como na musica de Rita Lee "Toda mulher eh meio Leila Diniz
Por: Everton Vainer Acosta
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adorava leila diniz, quando esteve na minha cidade, na época eu tinha uns 14 anos, passei o dia ligando para o hotel onde estava e disse ser a irmã dela que precisava falar urgente!!!!
ela veio ao telefone, levei uma bronca de leve, por ter dado um susto, mas depois foi super simpática, conversamos bastante, meu pai não acreditou e tb falou com ela, marcamos para o dia seguinte na praia, não lembro o que ela ia fazer, pena, foi cancelado, choveu muito!!!!!!!alguns anos depois, eu grávida ia a praia de biquini e sempre lembrava dela, comentei com minha filha a grande mulher da época, gostaria de saber por onde anda Janaina....
Por: silvia veiga
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Leila Simplesmente. Linda, Inteligente, Polemica, Livre.
Uma Estrla.
Mulher.
Por: Marina
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