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ROBERTO CÔRTE-REAL
(jornalista e apresentador)
?-1988

Credibilidade. Era essa a impressão que Roberto Côrte-Real passava pelo rádio, pela televisão ou até pessoalmente. Há que não se lembre de Roberto quando se referem ao mesmo pelo sobrenome. Vem na cabeça Renato, seu irmão humorista ou até mesmo o sobrinho Ricardo, apresentador do SuperMarket (na Rede Bandeirantes) . Poucos poderão remeter ao outro irmão, Armando, que coordenava a projeção de slides da TV Paulista e que nem ao menos apareceu de frente para as câmeras. Roberto Côrte-Real era aquele jornalista, dos primeiros noticiosos da TV. Tinha um bigode e uma inconfundível gravata borboleta, sempre notada pelos telespectadores.

Patrocinado por uma das maiores lojas de departamentos da época, marcou época com o telejornal Mappin Movietone, na TV Paulista - canal 5 de São Paulo. Apresentou também o Jornal do Meio Dia.

Naqueles primeiros anos da TV Paulista - início da década de 50 - Roberto Côrte-Real dividia com a equipe uma pequena redação jornalística. Esta era improvisada na sala de um apartamento, no quarto andar de um pequeno edifício da Rua da Consolação. Organizavam as pautas dos programas, até do telejornal da emissora, que era apresentado e produzido por Mário Mansur.

Em pouco tempo, agora como diretor artístico do canal 5, Roberto dedicava-se ao trabalho e fazia questão de manter tudo em ordem. Se intrometia até onde não devia para dar àqueles que se empenhavam no trabalho a devida recompensa. Acreditava no talento dos iniciantes da TV, garotos que se metiam na profissão para desvendar os segredos que o fascinante meio provocava. Côrte-Real então, perguntava para cada um deles se o dono da emissora - o deputado federal Oswaldo Ortiz Monteiro - tinha pagado corretamente os 50 cruzeiros que tinha prometido a eles. Quando a resposta era "não", Roberto entrava na sala de Ortiz Monteiro e só saía de lá quando o dono desse o dinheiro dos garotos. Assim, câmeras, auxiliares de projeção, entre outros profissionais estavam satisfeitos.
Roberto Côrte-Real, assim como os garotos da televisão, começou cedo sua carreira profissional. Nasceu em 1921 e em pouco tempo começou a trabalhar, já passando por diversas profissões no meio radiofônico... Na Rádio Educadora de Campinas foi discotecário, locutor e produtor. Já em São Paulo trabalhou nas mesmas funções na Rádio Cultura AM. Chegou a ser gerente da Rádio América também. Já na Rádio Bandeirantes AM foi disc-jockey, discotecário novamente e programador. Foi ele quem deu em primeira mão a notícia do fim da 2ª Guerra Mundial ao ouvinte paulistano.

Na televisão, além da TV Paulista, chegou a ser repórter de duas Emissoras Associadas: a TV Tupi de São Paulo (na época já canal 4) e a TV Tupi do Rio de Janeiro (canal 6). Depois ainda exerceu o cargo de produtor e apresentador de telejornal da TV Record, canal 7. Nesse meio tempo, apresentou e produziu programas da Rádio Panamericana (futura Jovem Pan), que fazia parte das Emissoras Unidas, como a TV Record. Chegou a TV Globo, para apresentar o programa "Jornal Hoje", cujo autor do nome foi o próprio.

Um pouco antes - na década de 60 -, além da televisão conseguiu emprego na gravadora CBS (hoje Sony Music) e pelo seu trabalho na mesma acabou sendo um dos responsáveis pela movimento da "Jovem Guarda". Lançou nomes com Cauby Peixoto, Maysa Matarazzo, Roberto Carlos, entre outros.

Côrte-Real se preocupava com as questões sociais. Prova disso foi quando idealizou e assumiu a responsabilidade de gerir a primeira Campanha para doação de sangue do Hospital das Clínicas de São Paulo. Também existia a sua preocupação com a classe trabalhadora dos meios de comunicação do país. Uma preocupação intensa. Foi membro do Sindicato dos Radialista e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Gostava de experimentar todos os tipos de profissões de comunicação social, chegando até a ser diretor da Viacom do Brasil, grande distribuidora de filmes para TV.

Seus últimos locais de trabalho foram a Rede Bandeirantes de Televisão e a Rádio USP, onde apresentou o programa "Encontro com Roberto Côrte-Real". Viveu a profissão até não poder mais, sendo que encerrou-a com este programa semanal no dia 18 de outubro de 1988, data de seu falecimento.




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