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Affonso Augusto Moreira Penna
(Presidente do Brasil - de 15/11/1906 a 14/06/1909 )
30/11/1847, Santa Bárbara, Minas Gerais
14/06/1909, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Político mineiro, Affonso Augusto Moreira Penna nasceu no dia 30 de novembro de 1847 em Santa Bárbara, filho de um imigrante português que foi procurar ouro em Minas Gerais, no início do século 19.

Estudou direito em São Paulo e entrou na política em 1874, como deputado provincial. Foi eleito em seguida deputado por quatro legislaturas sucessivas, de 1878 a 1889.

Além de legislador também atuou no Executivo, durante o Império, como chefe dos ministérios da Guerra (1882), da Agricultura (1883) e da Justiça (1885). Com a proclamação da República, foi eleito deputado constituinte, em 1890, e presidente da província de Minas Gerais, em 1892. Promulgou a lei que mudou a capital mineira de Ouro Preto para a então Curral Del Rei, onde foi construída a cidade de Belo Horizonte.

Foi eleito presidente da República, em 1906, apoiado pela aliança política do café-com-leite formada por paulistas e mineiros. Logo que assumiu, tomou medidas para valorizar o café na economia. Promoveu a construção de estradas de ferro e portos e ampliou a colonização do interior brasileiro. Em 1907 ampliou a rede de comunicação do país ao ligar a Amazônia ao Rio de Janeiro por meio do telégrafo. Em 1908 perdeu parte do apoio político por ter delegado sua assessoria política a jovens lideranças.

Affonso Penna ficou com sua imagem política abalada e, no mesmo período, perdeu o segundo de seus nove filhos com Maria Guilhermina de Oliveira Penna. Os dois episódios abalaram sua saúde, ocasionando sua morte por pneumonia no dia 14 de junho de 1909 no Rio de Janeiro, sem que tivesse terminado o mandato.



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Affonso Augusto Moreira Penna
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Atualizei, recentemente, a biografia do Presidente Affonso Penna. Transcrevo-a a seguir.

Alguns dados biográficos relevantes do Conselheiro e Ministro do Império / Presidente do Estado de Minas Gerais / Vice-Presidente e Presidente da República Affonso Penna:

Nome completo: Affonso Augusto Moreira Penna
Filho de Domingos José Teixeira da Penna, português trasmontano, natural de Ribeira da Pena e de Anna Moreira Teixeira Penna (segunda esposa de Domingos José), brasileira, que tinha o nome Anna Moreira dos Santos quando solteira.

Nascimento: 30/11/1847 em Santa Bárbara do Mato Dentro (hoje apenas Santa Bárbara) / MG.

Cursou o ensino fundamental, como interno, no famoso Colégio do Caraça (próximo de Santa Bárbara), fundado no Império por padres lazaristas.

Curso universitário: Faculdade de Direito da USP / Largo de São Francisco - São Paulo. Diplomou-se na turma de 1870, tendo como colegas, entre outros: Ruy Barbosa, Rodrigues Alves, Joaquim Nabuco, Bias Fortes. Castro Alves não concluiu o curso. Affonso Penna foi o único da turma a defender tese de doutorado - "Letra de Câmbio". Ainda como estudante, redigiu vários artigos sobre matérias jurídicas na revista "Imprensa Acadêmica".

Abolicionista desde menino, quando discutia com o capataz da mineração de ouro do seu pai, sempre pedindo-lhe melhor tratamento aos escravos. Obteve do seu pai a permissão para determinar ao capataz que as escravas prenhes, após o 6º mês de gravidez, fizessem apenas trabalhos leves, como lavar e cozinhar. Quando jovem, já diplomado, continuava a se corresponder com Castro Alves, sempre com foco na abolição da escravatura. Mais tarde, quando Ministro do Império, assinou a Lei dos Sexagenários.

Casou-se com Maria Gulhermina de Oliveira Penna - residente em Barbacena / MG, filha do Visconde de Carandaí e descendente do Marquês de Maricá. Tiveram 9 filhos. Logo após seu casamento levou a esposa para conhecer o Rio de Janeiro. Visitaram a ilha de Paquetá, Niterói e a Quinta da Boa Vista (onde foram recebidos pelo Imperador D.Pedro II).

Foi o fundador, em 1892, da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais em Ouro Preto, onde foi Diretor e professor de Economia Política e Ciência das Finanças.

Mais tarde, quando estava afastado de cargo político, foi chamado pelo Governo de Minas Gerais para defender o estado numa disputa judicial. Após ganhar a causa, o Presidente do Estado de Minas Gerais perguntou-lhe sobre o valor dos honorários. Affonso Penna respondeu-lhe que jamais cobraria serviços ao seu estado natal, que era seu dever defender Minas Gerais gratuitamente. O Presidente do estado indagou a outros advogados o valor dos honorários para o serviço prestado por Affonso Penna e enviou-lhe o pagamento. Affonso Penna usou este valor para a compra de um terreno, na Praça Affonso Arinos / Belo Horizonte, doando-o para a construção da atual Faculdade de Direito da UFMG, que é denominada "a vetusta casa de Affonso Penna". Os estudantes também o homenagearam denominando seu órgão de “Centro Acadêmico Affonso Penna.”

Entre outros, exerceu os cargos de: Conselheiro e Ministro de três pastas do Império (Agricultura e Viação, Guerra e Justiça), Deputado Estadual de Minas Gerais, Senador, Presidente do Banco da República (atual Banco do Brasil), Presidente do Estado de Minas Gerais, Vice-Presidente e Presidente da República.

Em eleição direta recebeu 288.285 votos para Presidente da República.

Antes de tomar posse, encetou memorável e longa viagem a vários Estados das diversas regiões do país. Seu objetivo era ouvir e observar os problemas de cada Estado, para mais tarde, no exercício do cargo de Presidente, bem discernir as melhores alternativas de soluções. Entre os meios de transporte utilizados viajou em trens e diversos tipos de navios, e também lancha a vapor.
Dr. Álvaro A. da Silveira esteve presente na viagem. Em seu livro – “Viagem pelo Brasil – Notas e impressões colhidas na viagem do Sr.Dr. Affonso Penna – 12/05/1906 a 24/08/1906, informou:
“Total da viagem: 16112 km por águas oceânicas e fluviais, 5317 km por estradas de ferro. Capitais visitadas: Rio de Janeiro, S.Paulo, Salvador, Recife, Belém, Porto Alegre, Fortaleza, S.Luiz, Curitiba, Manaus, Maceió, João Pessoa , Florianópolis, Terezina, Belo Horizonte, Aracaju, Natal, Vitória.” Entretanto, não se limitou a visitar as capitais dos estados, indo a várias cidades do interior dos mesmos. Não se limitou a ouvir os Presidentes dos estados. Como exemplo, encontrou-se com o famoso Padre Cícero, para ouvir os problemas do sertanejo nordestino.

Na escolha de sua equipe de governo, mesclou a notável experiência do Barão do Rio Branco no Ministério das Relações Exteriores e do culto jurista Tavares de Lyra na pasta da Justiça, entre outros, com o espírito dinâmico e jovem, porém eficaz, de Miguel Calmon Du Pin e Almeida no Ministério da Viação e Obras Públicas e de David Campista no Ministério da Fazenda. Para as pastas militares Affonso Penna nomeia dois renomados chefes em suas armas: Almirante Alexandrino de Alencar para a Marinha e Marechal Hermes da Fonseca para a Guerra. Entretanto, os jornalistas políticos da época, vendo o lado jovem do ministério, apelidaram-no de “Jardim de Infância”.

O historiador Hélio Silva disse: “será no governo de Affonso Penna que se vai apresentar o mais belo e o mais sério movimento de renovação política nacional. Não só pela idade de seus componentes, mas, sobretudo, pelo fato de que eles representavam mudança de idéias, mentalidade e figuras” e, acrescenta: “Affonso Penna formara o longo tirocínio político e a experiência administrativa no governo de sua província, Minas Gerais”.

O governo Affonso Penna deu continuidade grandiosa à notável obra administrativa do antecessor Rodrigues Alves. Historiadores comentam que a dois antigos Conselheiros do Império – demonstrando haver sido aquele regime boa escola de estadistas – cabem, sem dúvida, os dois períodos mais realizadores da Primeira República: Rodrigues Alves e Affonso Penna. Foram presidências que deram prioridade aos problemas e soluções administrativas, em relação aos aspectos políticos.

O espírito de trabalho incansável acompanhou diariamente Affonso Penna no cargo de Presidente da República, como atestam as inúmeras obras efetuadas em somente 2 anos, 6 meses e 29 dias de governo, entre outras: construção e reaparelhamento de portos; forte expansão da rede ferroviária (cerca de 2200 km) e das redes de comunicações (principalmente nos Estados da região amazônica e do Nordeste); saneamento e saúde (criação do Instituto de Patologia Experimental Manguinhos, posteriormente denominado Instituto Oswaldo Cruz); reforma do serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro; transformação do Convênio de Taubaté em lei para atender aos reclamos dos cafeicultores; reorganização do Exército brasileiro (inclusive a instituição do serviço militar obrigatório, mediante sorteio dos alistados); instalação de postos pluviométricos na região Nordeste; regulamento para a importação de animais reprodutores; implantação de colonos estrangeiros para a produção nacional de trigo e vinho; criação do Conselho Superior de Estatística; estabelecimento da Caixa de Conversão (que propiciou a estabilidade da moeda brasileira); participação brilhante do Senador Rui Barbosa - Ministro Plenipotenciário na Conferência Internacional de Haia; diversas obras no Território do Acre; reorganização da Marinha brasileira e reaparelhamento da Armada com a incorporação dos portentosos encouraçados "Minas Gerais" e "São Paulo" além de cruzadores e contra-torpedeiros; reforma e construção de pavilhões para receber os imigrantes de diversas procedências (Itália, Espanha, Alemanha, Ucrânia, Polônia, Japão e outros); organização da Exposição Nacional de 1908 comemorativa do centenário da Abertura dos Portos; propaganda externa da expansão econômica do Brasil

No que tange à imigração, Affonso Penna, filho de português trasmontano, assim pensava:
“A maioria dos imigrantes portugueses se dedica principalmente à mineração, à criação de gado e ao comércio. Precisamos desenvolver a interiorização do país e a agricultura de grãos.” Foi seu governo que autorizou a primeira imigração organizada de japoneses no Brasil. Em 18/06/1908 781 imigrantes japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru no porto de Santos. A maioria deles foi trabalhar em fazendas de café, existentes ao longo de ferrovias, no estado de São Paulo. Outros, principalmente oriundos de Okinawa, se deslocaram para Porto Esperança. A eles se juntaram outros japoneses, procedentes da Argentina e do Peru, para trabalhar no assentamento das linhas férreas em direção à região oeste do Brasil. Em 1917, 7 famílias japonesas plantaram a semente da colônia Segredo. Tal como Affonso Penna preconizara, cultivaram: batata doce, mandioca, batata inglesa, arroz, cana de açúcar, café e milho.
Da mesma forma o governo Affonso Penna incentivou a imigração polonesa no estado do Paraná. Os primeiros a chegar se instalaram nos arredores de Curitiba, hoje município de São José dos Pinhais. Anos mais tarde, após a morte do Presidente Affonso Penna, os poloneses e seus filhos, em gratidão, reivindicaram ao governo brasileiro, e obtiveram a concordância do mesmo, para que o aeródromo de Curitiba recebesse o nome de Aeroporto Affonso Penna.

Sua atividade febril e incansável no exercício da Presidência da República e sua baixa estatura física, registradas pelos cronistas e caricaturistas daquela época, lhe valeram a alcunha de “Presidente Tico-Tico”.

O Ministro Augusto Tavares de Lyra, em entrevista publicada pelo “Jornal do Brasil” em 16/06/1957, mencionou: “uma longa experiência da administração, um trato semi-secular com todas as questões brasileiras fazia de Affonso Penna um Presidente que descia aos detalhes no exame dos problemas com seus ministros. Tudo sabia, tudo queria saber.”

Às terças-feiras o Presidente Affonso Penna despachava com cada Ministro. Às quintas-feiras, reunia o Ministério, primeiramente assinando os decretos, já preparados, em decorrência das conferências da antevéspera.

Embora hajam outras versões para a causa da sua morte prematura em 14/06/1909, creio que a verdade está com Rodrigo Elias, doutorando no Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, que disse na revista “Nossa História” de abril/2006: “Affonso Penna tornou-se o primeiro presidente a morrer no Catete e o único a expirar por excesso de trabalho.”

Não parou de trabalhar, mesmo acometido de forte pneumonia. O agravamento desta doença, conjugado com desgostos sofridos(falecimento de um irmão querido e do seu filho Álvaro aos 25 anos de idade), levou-o a falecer.

Em seu leito de morte, no Palácio do Catete, Affonso Penna murmurou ao ouvido do ilustre médico Dr.Miguel Couto, a síntese dos valores maiores da sua vida;
“DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E LIBERDADE”.

Falecimento: 14/06/1909 no Palácio do Catete / Rio de Janeiro / RJ.

Rui Barbosa, em discurso no Senado Federal, assim se referiu ao Presidente Affonso Penna:
“Se o serviço público tem os seus mártires, nunca dessa experiência assistimos o mais singular exemplo.”




Datas relativas a fatos e feitos do Presidente Affonso Penna:

Em 16/01/1864 terminou seu curso no Colégio do Caraça. Seu certificado diz: "...nos exames de todas as matérias foi aprovado - plenamente com louvor - e dado por pronto por todos examinadores. Teve um procedimento exemplar, pelo qual mereceu a estima de seus mestres."

Em 23/10/1870 colou grau na Faculdade de Direito de São Paulo - hoje da USP.

Em 1874 elegeu-se deputado provincial pelo Partido Liberal.

Em 1878 elegeu-se deputado geral, cargo ocupado até a proclamação da República.

Em 23/01/1875 casou-se, em Barbacena / MG, com Maria Guilhermina de Oliveira Penna, filha do Visconde de Carandaí.

Em 21/01/1882 foi nomeado para ocupar a pasta da Guerra no Gabinete Martinho Campos. No tempo do Império apenas 2 civis exerceram o Ministério da Guerra: Pandiá Calógeras e Affonso Penna.

Em 24/05/1883 foi designado para exercer o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no Gabinete Lafayette.

Em 06/05/1885 foi convocado para ocupar a pasta de Ministro do Interior e da Justiça no Gabinete Saraiva.

Em 28/09/1885 foi signatário da "Lei dos Sexagenários" que concedia liberdade aos escravos maiores de 60 anos.

Em 1888 integrou a comissão de organização do Código Civil brasileiro.

Em 1891 foi Senador estadual à Constituinte do Estado de Minas Gerais.

Em 15/06/1892, na sessão solene da promulgação da Constituinte Mineira, foi votada e aprovada "uma moção de louvor e reconhecimento ao congressista Affonso Penna, pelo infatigável zelo, civismo e proficiência com que se desempenhou na árdua tarefa, cooperando tanto e ilustrando os debates, para o bom êxito da missão gloriosa incumbida ao primeiro Congresso Constituinte do estado de Minas Gerais."

Em 14/07/1892 foi empossado como Presidente do Estado de Minas Gerais. Governou até 07/09/1894.

Em 04/12/1892, juntamente com outros, fundou a Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, em Ouro Preto, da qual foi o primeiro Diretor. Foi professor catedrático de Economia Política e Ciência das Finanças. Mesmo como Presidente do Estado de Minas Gerais, Affonso Penna dava aulas na faculdade.

Em 13/12/1893 o Congresso mineiro, reunido em Barbacena, aprovou a Lei, proposta por Affonso Penna, fundando a cidade de Belo Horizonte (antiga Curral Del Rey), designada como capital no lugar de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Em 29/03/1895 recebeu convite do Ministro das Relações Exteriores – Dr. Carlos de Carvalho – do Governo Prudente de Morais, para exercer o cargo de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Montevidéu. Declinou do convite conforme carta de 03/04/1895, enviada de Santa Bárbara / MG.

De 1895 a 1898 foi Presidente do Banco da República (atual Banco do Brasil).

De 1898 a 1900 foi Senador estadual em Minas Gerais.

De 1900 a 1902 foi Presidente do Conselho Deliberativo de Belo Horizonte, cargo equivalente ao de Prefeito.

Em 18/02/1903 foi eleito Vice-Presidente da República, tendo assumido o cargo em 19/06/1903.

Em março de 1906, por eleição direta, foi escolhido como Presidente da República.

De 12/05/1906 a 24/08/1906 - fez longa viagem, a diversos estados e cidades brasileiras, após sua eleição e antes de ser empossado na Presidência da República.

Em 27/06/1906 presidiu a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Alfândega de Manaus.

Em 12/08/1906 - Affonso Penna encontrava-se a bordo do vapor “Florianópolis”. Às 13:00h daquele dia avistava o farol da Barra, colocado à entrada do perigoso caminho para a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.

Em 15/11/1906 foi empossado na suprema magistratura da Nação, em sessão solene do Congresso Nacional - Rio de Janeiro - antiga capital federal, presidida pelo ilustre baiano Ruy Barbosa.

Em 05/01/1907 sancionou o Decreto 1637 que, inspirado na legislação francesa, dizia: “Os sindicatos profissionais se constituem livremente, sem autorização do governo, bastando (...) depositar no cartório os documentos necessários.” O referido Decreto dispôs sobre a criação dos sindicatos profissionais e das cooperativas.

Em 1907 o governo Affonso Penna designou o Marechal Rondon para chefiar a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas. O objetivo foi ligar ao Rio de Janeiro os territórios do Amazonas, do Acre, do Alto Purus e do Alto Juruá através da capital de Mato Grosso. Os pontos extremos da linha foram Cuiabá e Santo Antônio do Madeira.

Em 1908 o governo Affonso Penna, juntamente com os governos da Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América do Norte, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Rússia, Suíça e Egito, promovem o estabelecimento de uma repartição internacional de higiene pública.

Em 16/02/1908, acompanhado pelo Engº Conde Paulo de Frontin - inspetor da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil - inaugurou a 20ª seção daquela ferrovia, compreendendo as estações de Monjolo (hoje Cafelândia), de Hector Legrú (hoje Promissão), chegando até Miguel Calmon (hoje Avanhandava).

Em 1908 visitou São Paulo, sendo recepcionado no centro histórico da capital, com um arco belamente decorado, com os dizeres “Salve Affonso Penna”.

Em 10/09/1908 a Sra. Affonso Penna - Maria Guilhermina de Oliveira Penna - foi a madrinha do lançamento do encouraçado "Minas Gerais" no estaleiro "Elswick" em Newcastle on Tyne / Grã-Bretanha, incorporado à Armada da Marinha brasileira.

Em 03/04/1909, na sessão inaugural do Supremo Tribunal Federal, em seu novo endereço – Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central) nº 241 / Rio de Janeiro, ), o Presidente da Corte descreveu o itinerário histórico do Tribunal, desde a antiga Relação do Rio de Janeiro (elevada à condição de Casa da Suplicação do Brasil em 10/05/1808), pondo em destaque, ainda, na viabilização da instalação do Supremo no novo prédio, o valioso concurso do então Presidente da República, “Exmo. Sr. Conselheiro Affonso Penna, efficazmente auxiliado pelo illustre Sr. Dr. Augusto Tavares de Lyra, Ministro da Justiça (...)”.
Em 05/04/1909 inaugurou, juntamente com seu Ministro de Viação e Obras Públicas - Miguel Calmon du Pin e Almeida - trecho ferroviário da linha Itararé-Uruguai da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina. O trecho tinha 103 km e ligava as localidades de União da Vitória e Taquaral Liso. Era a primeira vez que um Presidente da República visitava o vale do Rio do Peixe. Na mesma ocasião inaugurou a estação de Taquaral Liso (hoje Caçador / SC). Após sua morte, esta estação passou a chamar-se “Presidente Penna”.

Em 16/04/1909 inaugurou a usina de energia elétrica "Alberto Torres" - Areal / RJ.

Em 14/06/1909 faleceu no Palácio do Catete (atual Museu da República) - Rio de Janeiro.

Em 03/03/2006, o Prefeito Municipal de Santa Bárbara sancionou o Decreto-Lei nº 1356/2006 criando o "Memorial Affonso Penna" no imóvel onde o Conselheiro nasceu e morou.

Em 15/11/2006, a Câmara Municipal de Santa Bárbara concedeu o título “post-mortem” de Cidadão Benemérito ao Presidente Affonso Penna.

Nota: O sumário acima foi elaborado em 2006, e atualizado em 21/04/2008, pelo bisneto do Presidente Affonso Penna – Engenheiro Affonso Augusto Moreira Penna.


Por: Affonso Augusto Moreira Penna


Alguns dados biográficos relevantes do Conselheiro e Ministro do Império / Presidente da República Affonso Penna:

Nome completo: Affonso Augusto Moreira Penna
Filho de Domingos José Teixeira da Penna, português trasmontano, natural de Ribeira da Pena e de Ana Moreira Penna (segunda esposa de Domingos José), brasileira, que tinha o nome Ana Moreira dos Santos quando solteira.

Nascimento: 30/11/1847 em Santa Bárbara do Mato Dentro (hoje apenas Santa Bárbara) / MG.

Cursou o ensino fundamental, como interno, no famoso Colégio do Caraça (próximo de Santa Bárbara), fundado no Império por padres lazaristas.

Curso universitário: Faculdade de Direito da USP / Largo de São Francisco - São Paulo. Diplomou-se na turma de 1870, tendo como colegas, entre outros: Ruy Barbosa, Rodrigues Alves, Joaquim Nabuco, Bias Fortes. Castro Alves não concluiu o curso. Affonso Penna foi o único da turma a defender tese - "Letra de Câmbio". Ainda como estudante, redigiu vários artigos sobre matérias jurídicas na revista "Imprensa Acadêmica".

Abolicionista desde menino, quando discutia com o capataz da mineração de ouro do seu pai, sempre pedindo-lhe melhor tratamento aos escravos. Obteve do seu pai a permissão para determinar ao capataz que as escravas prenhes, após o 6º mês de gravidez, fizessem apenas trabalhos leves, como lavar e cozinhar. Quando jovem, já diplomado, continuava a se corresponder com Castro Alves, sempre com foco na abolição da escravatura. Mais tarde, quando Ministro do Império, assinou a Lei dos Sexagenários.

Casou-se com Maria Gulhermina de Oliveira Penna - residente em Barbacena / MG, filha do Visconde de Carandaí e descendente do Marquês de Maricá. Tiveram 9 filhos. Logo após seu casamento levou a esposa para conhecer o Rio de Janeiro. Visitaram a ilha de Paquetá, Niterói e a Quinta da Boa Vista (onde foram recebidos pelo Imperador D.Pedro II).

Foi o fundador, em 1892, da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais em Ouro Preto, onde foi Diretor e professor de Economia Política e Ciência das Finanças.

Mais tarde, quando estava afastado de cargo político, foi chamado pelo Governo de Minas Gerais para defender o estado numa disputa judicial. Após ganhar a causa, o Presidente do Estado de Minas Gerais perguntou-lhe sobre o valor dos honorários. Affonso Penna respondeu-lhe que jamais cobraria serviços ao seu estado natal, que era seu dever defender Minas Gerais gratuitamente. O Presidente do estado indagou a outros advogados o valor dos honorários para o serviço prestado por Affonso Penna e enviou-lhe o pagamento. Affonso Penna usou este valor para a compra de um terreno, na Praça Affonso Arinos / Belo Horizonte, doando-o para a construção da atual Faculdade de Direito da UFMG, que é denominada "a vetusta casa de Affonso Penna".

Entre outros, exerceu os cargos de: Conselheiro e Ministro de três pastas do Império, Deputado Estadual de Minas Gerais, Senador, Presidente do Banco da República (atual Banco do Brasil), Presidente do Estado de Minas Gerais, Vice-Presidente e Presidente da República.

Em eleição direta recebeu 288.285 votos para Presidente da República.

Antes de tomar posse, encetou memorável e longa viagem a vários Estados das diversas regiões do país. Seu objetivo era ouvir e observar os problemas de cada Estado, para mais tarde, no exercício do cargo de Presidente, bem discernir as melhores alternativas de soluções. Entre os meios de transporte utilizados viajou em trens e diversos tipos de navios, e também lancha a vapor.
Dr. Álvaro A. da Silveira esteve presente na viagem. Em seu livro – “Viagem pelo Brasil – Notas e impressões colhidas na viagem do Sr.Dr. Affonso Penna – 12/05/1906 a 24/08/1906, informou:
“Total da viagem: 16112 km por águas oceânicas e fluviais, 5317 km por estradas de ferro. Capitais visitadas: Rio de Janeiro, S.Paulo, Salvador, Recife, Belém, Porto Alegre, Fortaleza, S.Luiz, Curitiba, Manaus, Maceió, João Pessoa , Florianópolis, Terezina, Belo Horizonte, Aracaju, Natal, Vitória.” Entretanto, não se limitou a visitar as capitais dos estados, indo a várias cidades do interior dos mesmos. Não se limitou a ouvir os Presidentes dos estados. Como exemplo, encontrou-se com o famoso Padre Cícero, para ouvir os problemas do sertanejo nordestino.
Em 12/08/1906, Affonso Penna encontrava-se a bordo do vapor “Florianópolis”. Às 13:00h daquele dia avistava o farol da Barra, colocado à entrada do perigoso caminho para a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.

O espírito de trabalho incansável acompanhou diariamente Affonso Penna no cargo de Presidente da República, como atestam as inúmeras obras efetuadas em somente 2 anos, 6 meses e 29 dias de governo, entre outras: construção e reaparelhamento de portos, forte expansão da rede ferroviária e das redes de comunicações (principalmente nos Estados da região amazônica e do Nordeste), saneamento e saúde, transformação do Convênio de Taubaté em lei para atender aos reclamos dos cafeicultores, reorganização do Exército brasileiro (inclusive a instituição do serviço militar obrigatório, mediante sorteio dos alistados), instalação de postos pluviométricos na região Nordeste, regulamento para a importação de animais reprodutores, implantação de colonos estrangeiros para a produção nacional de trigo e vinho, criação do Conselho Superior de Estatística, estabelecimento da Caixa de Conversão (que propiciou a estabilidade da moeda brasileira), participação brilhante do Senador Rui Barbosa - Ministro Plenipotenciário na Conferência Internacional de Haia, diversas obras no Território do Acre, reorganização da Marinha brasileira e reaparelhamento da Armada com a incorporação dos portentosos encouraçados "Minas Gerais" e "São Paulo", reforma e construção de pavilhões para receber os imigrantes de diversas procedências (Itália, Espanha, Alemanha, Ucrânia, Polônia, Japão e outros), organização da Exposição Nacional de 1908.

Sua atividade febril e incansável no exercício da Presidência da República e sua baixa estatura física, registradas pelos cronistas e caricaturistas daquela época, lhe valeram a alcunha de “Presidente Tico-Tico”.

Embora hajam outras versões para a causa da sua morte prematura em 14/06/1909, creio que a verdade está com Rodrigo Elias, doutorando no Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, que disse na revista “Nossa História” de abril/2006: “Affonso Penna tornou-se o primeiro presidente a morrer no Catete e o único a expirar por excesso de trabalho.”

Não parou de trabalhar, mesmo acometido de forte pneumonia. O agravamento desta doença levou-o a falecer.

Em seu leito de morte, no Palácio do Catete, Affonso Penna murmurou ao ouvido do ilustre médico Dr.Miguel Couto, a síntese dos valores maiores da sua vida;
“DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E LIBERDADE”.

Falecimento: 14/06/1909 no Palácio do Catete / Rio de Janeiro / RJ.




Datas relativas a fatos e feitos do Presidente Affonso Penna:

Em 16/01/1864 terminou seu curso no Colégio do Caraça. Seu certificado diz: "...nos exames de todas as matérias foi aprovado - plenamente com louvor - e dado por pronto por todos examinadores. Teve um procedimento exemplar, pelo qual mereceu a estima de seus mestres."

Em 23/10/1870 colou grau na Faculdade de Direito de São Paulo - hoje da USP.

Em 23/01/1875 casou-se, em Barbacena / MG, com Maria Guilhermina de Oliveira Penna, filha do Visconde de Carandaí.

Em 21/01/1882 foi nomeado para ocupar a pasta da Guerra no Gabinete Martinho Campos. No tempo do Império apenas 2 civis exerceram o Ministério da Guerra: Pandiá Calógeras e Affonso Penna.

Em 24/051883 foi designado para exercer o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no Gabinete Lafayette.

Em 06/05/1885 foi convocado para ocupar a pasta de Ministro da Justiça no Gabinete Saraiva.

Em 28/09/1885 foi signatário da "Lei dos Sexagenários" que concedia liberdade aos escravos maiores de 60 anos.

Em 15/06/1892, na sessão solene da promulgação da Constituinte Mineira, foi votada e aprovada "uma moção de louvor e reconhecimento ao congressista Affonso Penna, pelo infatigável zelo, civismo e proficiência com que se desempenhou na árdua tarefa, cooperando tanto e ilustrando os debates, para o bom êxito da missão gloriosa incumbida ao primeiro Congresso Constituinte do estado de Minas Gerais."

Em 14/07/1892 foi empossado como Presidente do Estado de Minas Gerais.

Em 04/12/1892, juntamente com outros, fundou a Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, em Ouro Preto, da qual foi Diretor e professor catedrático de Economia Política e Ciência das Finanças. Mesmo como Presidente do estado de Minas Gerais, Affonso Penna dava aulas na faculdade.

Em 13/12/1893 o Congresso mineiro, reunido em Barbacena, aprovou a Lei, proposta por Affonso Penna, fundando a cidade de Belo Horizonte, designada como capital no lugar de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Em 18/02/1903 foi eleito Vice-Presidente da República, tendo assumido o cargo em 19/06/1903.

De 12/05/1906 a 24/08/1906 - fez longa viagem, a diversos estados e cidades brasileiras, após sua eleição e antes de ser empossado na Presidência da República.

Em 12/08/1906 - Affonso Penna encontrava-se a bordo do vapor “Florianópolis”. Às 13:00h daquele dia avistava o farol da Barra, colocado à entrada do perigoso caminho para a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.

Em 15/11/1906 foi empossado na suprema magistratura da Nação, em sessão solene do Congresso Nacional - Rio de Janeiro - antiga capital federal, presidida pelo ilustre baiano Ruy Barbosa.

Em 16/02/1908, acompanhado pelo Engº Conde Paulo de Frontin - inspetor da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil - inaugurou a 20ª seção daquela ferrovia, compreendendo as estações de Monjolo (hoje Cafelândia), de Hector Legrú (hoje Promissão), chegando até Miguel Calmon (hoje Avanhandava).

Em 10/09/1908 a Sra. Affonso Penna - Maria Guilhermina de Oliveira Penna - foi a madrinha do lançamento do encouraçado "Minas Gerais" no estaleiro "Elswick" em Newcastle on Tyne / Grã-Bretanha, incorporado à Armada da Marinha brasileira.

Em 05/04/1909 inaugurou, juntamente com seu Ministro de Viação e Obras Públicas - Miguel Calmon du Pin e Almeida - trecho ferroviário da linha Itararé-Uruguai da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina. O trecho tinha 103 km e ligava as localidades de União da Vitória e Taquaral Liso. Era a primeira vez que um Presidente da República visitava o vale do Rio do Peixe. Na mesma ocasião inaugurou a estação de Taquaral Liso (hoje Caçador / SC). Após sua morte, esta estação passou a chamar-se “Presidente Penna”.

Em 16/04/1909 inaugurou a usina de energia elétrica "Alberto Torres" - Areal / RJ.

Em 14/06/1909 faleceu no Palácio do Catete (atual Museu da República) - Rio de Janeiro.

Em 03/03/2006, o Prefeito Municipal de Santa Bárbara sancionou o Decreto-Lei nº 1356/2006 criando o "Memorial Affonso Penna" no imóvel onde o Conselheiro nasceu e morou.

Em 15/11/2006, a Câmara Municipal de Santa Bárbara concedeu o título “post-mortem” de Cidadão Benemérito ao Presidente Affonso Penna.

Nota: O sumário acima foi elaborado, em 2006, pelo bisneto do Presidente Affonso Penna – Engenheiro Affonso Augusto Moreira Penna.



Por: Affonso Augusto Moreira Penna


lafaiet foi seu avÔ por parte de pai,registrado meses antes a sua morte.

Por: mayra


Afonso augusto moreira pena morreu em 1909 no meio da crise e pouco depois da morte de seu filho alvaro penna a presidencia foi trasferida para.NILO PEÇANHA

Por: jossemara


Gostaria que alguém ajudasse a fazer a ligação do ex-presidente ao jurista Laffayete Penna, também mineiro, que dizem ser seu neto.

Obrigado.



Por:


gostei muito mas deveria ter mais fotos

Por: gabriela

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