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Camille Claudel
(Artista moderna)
1864 - 1943

Uma imagem vívida dos ideais românticos

O Romantismo, nascido em fins do Século 18, não foi um estilo, foi mais uma atitude existencial e uma reação ante a ditadura racionalista imposta pelo chamado Século das Luzes.

Para os românticos, junto com o culto ao onipresente, se impõe os valores intrínsecos da subjetividade: a emoção, o sentimento e a imaginação.

Ao festival industrialista de sua época, se opuseram o culto à natureza – e o culto aos antigos deuses – e perfilaram, involuntariamente a chamada consciência desventurada. Ser infeliz era ser digno. Somente um indigno podia ser feliz ante um mundo que avançava em busca da própria perdição.

Nesse bloco de desventurados que se inclui a escultora Camille Claudel, irmã do poeta Paul Claudel, revelando a profundidade do romantismo sofrido, tanto em sua obra como em sua vida.

Amor da perdição





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Comentários sobre:
Camille Claudel
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Sou uma admiradora da Camille então adiciono mais alguma coisa na sua biografia.
Camille Claudel nasceu em 8 de dezembro de 1864 na pequena cidade de Aisne chamada Fères-en-Tardenois e cresceu na aldeia de Villeneuve-sur-Fère, território de Champagne, ambos na França.
Seus pais, Louis-Prosper Claudel e Louise-Athanaïse Claudel, tiveram quatro filhos, mas somente três sobreviveram, duas mulheres e um homem. A irmã mais nova, Louise, era a preferida dos pais. Camille, já com veia artística, criou com o irmão Paul uma cumplicidade. Paul, quatro anos mais jovem viria a ser no futuro poeta e dramaturgo.

Seu pai, maravilhado com o precoce talento de Camille que, ainda criança, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra a todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu “capricho”.

A vida da inigualável Camille Claudel foi sempre palco de especulações no final do século XIX e a razão disso se deveu à sua relação amorosa com seu professor, mentor intelectual e amante - o também inigualável escultor do século XIX Auguste Rodin. Esse relacionamento tremendamente tumultuado virou nas mãos de um dos gênios da literatura, Henrik Ibsen, a peça "When The Dead Awaken". O drama pessoal entre Camille Claudel e Rodin serviu, também, para ofuscar o brilho de Camille como artista.

Dotada de enorme talento que pode ser claramente visto em seu trabalho, desde jovem Camile demonstrava maestria na utilização do barro e o fazia com destemido instinto. Ela preferia a sensação de tocar o material à de desenhar. Quando a familia de Camille mudou-se do bairro onde moravam para o bairro "Nogent-sur-Seine" passaram a ser praticamente vizinhos de Alfred Boucher, importante escultor do século XIX. O pai de Camille levou seus trabalhos para a apreciação de Boucher que, impressionado com o talento da jovem, levou esses trabalhos para a apreciação de outro famoso escultor Paul Dubois. Após a aprovação desses dois gênios da escultura foi fácil para Camille entrar para a "Académie Colarossi" uma das raras academias abertas também para mulheres.

Em seguida, juntou-se a um grupo de três outras escultoras e começaram a ter aulas informais com Boucher que visitava o estúdio das "moças" uma vez por semana. Quando em 1883 Boucher mudou-se para a Itália, Rodin assumiu a responsabilidade perante os estudantes de Boucher. O deslumbramento pelo enorme e precoce talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin,43 anos e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos, relacionamento que influenciou toda a técnica utilizada por Camille em seus trabalhos até então. Naquela época, a talentosa Camille tentou existir num mundo que ainda não era feito para mulheres.

O período em que ela ficou no estudio de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e para Camille, a pior fase para a sua afirmação como escultora, independente dele. Sua vida e seu trabalho ficaram, sem dúvida, ligados ao gênio Rodin o que virou uma trágica história de criação, amor e loucura. Para Rodin Camille foi modelo, assistente, amante e rival. O domínio da juventude e beleza de Camille sobre Rodin levou-o a prometer-lhe casamento em 1884.

Quando Camille esculpiu o busto de Rodin ela o fez rude e forte. Rodin, modelava Camille raramente como uma vencedora (escultura A França). A obra mais famosa de Camille, A Valsa, marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora. Na época em que foi influenciada pela arte japonesa Camille esculpiu em mármore e ônix, As bisbilhoteiras. Quando Camille, em 1884, assistiu Rodin em Calais seu trabalho sofreu significativas alterações. Suas esculturas iniciais refletiam explendorosa tradição da Academia Francesa em especial na leveza e nas formas das faces, como em sua escultura "Giganti", de 1885, que demonstra uma superfície natural que utiliza os reflexos da luz para distinguir os diversos planos da face. Em seu trabalho "Young Girl with a Sheaf" que poderia ser traduzido como "Uma jovem com um feixe de trigo" Camille mostra uma jovem debruçada sobre um feixe de trigo e utiliza sua técnica particular para mostrar a dócil e lisa face da jovem contraposta com a textura de um fundo rude ou grotesco.

A vida de Camille foi marcada por paixão, sofrimento e revolta.
O romance com Rodin terminou em 1898, mas Camille continuou a esculpir. Longe dele começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de disturbios mentais. Em 1906, ela destroi grande parte de seu próprio trabalho sendo internada em um hospital para doentes mentais. Do hospital Camille mantinha correspondência com sua familia e seus amigos. Nessas correspondências, às vezes, Camille pedia à sua mãe que lhe mandasse alguns itens como chá, açúcar em cubinhos e, repetindo as palavras da própria Camille, "...café brasileiro porque é de excelente qualidade...". Com seu irmão Paul, a intensidade das cartas chegou ao nível do emocionante. Paul, em seus escritos sobre a irmã, descreve o trabalho da artista:
"Da mesma forma que um homem, no campo, se serve de uma árvore ou de um rochedo ao qual seus olhos se prendem, a fim de acompanhá-lo em sua meditação, uma obra de Camille Claudel no meio do apartamento existe unicamente através de suas formas, assim como essas curiosas rochas colecionadas pelos chineses, como um tipo de monumento do pensamento interior, o tufo de um tema proposto a todos os sonhos. Ao passo que um livro, por exemplo, somos obrigados a ir buscá-lo nas prateleiras de nosso armário, uma música, a tocá-la, ao contrário, a peça trabalhada, de metal, ou de pedra, exala de si mesma seu encantamento, e a casa inteira é por ela penetrada". (Paul Claudel)

Seu pai, porto-seguro de Camille, morre em 3 de março de 1913.

A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon, onde Camille Claudel passou os últimos trinta anos de sua vida e lá morreu, em 1943, sem nunca ter recebido a visita de sua mãe.



Por: Sandra


Sou uma admiradora da Camille então adiciono mais alguma coisa na sua biografia.
Camille Claudel nasceu em 8 de dezembro de 1864 na pequena cidade de Aisne chamada Fères-en-Tardenois e cresceu na aldeia de Villeneuve-sur-Fère, território de Champagne, ambos na França.
Seus pais, Louis-Prosper Claudel e Louise-Athanaïse Claudel, tiveram quatro filhos, mas somente três sobreviveram, duas mulheres e um homem. A irmã mais nova, Louise, era a preferida dos pais. Camille, já com veia artística, criou com o irmão Paul uma cumplicidade. Paul, quatro anos mais jovem viria a ser no futuro poeta e dramaturgo.

Seu pai, maravilhado com o precoce talento de Camille que, ainda criança, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra a todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu “capricho”.

A vida da inigualável Camille Claudel foi sempre palco de especulações no final do século XIX e a razão disso se deveu à sua relação amorosa com seu professor, mentor intelectual e amante - o também inigualável escultor do século XIX Auguste Rodin. Esse relacionamento tremendamente tumultuado virou nas mãos de um dos gênios da literatura, Henrik Ibsen, a peça "When The Dead Awaken". O drama pessoal entre Camille Claudel e Rodin serviu, também, para ofuscar o brilho de Camille como artista.

Dotada de enorme talento que pode ser claramente visto em seu trabalho, desde jovem Camile demonstrava maestria na utilização do barro e o fazia com destemido instinto. Ela preferia a sensação de tocar o material à de desenhar. Quando a familia de Camille mudou-se do bairro onde moravam para o bairro "Nogent-sur-Seine" passaram a ser praticamente vizinhos de Alfred Boucher, importante escultor do século XIX. O pai de Camille levou seus trabalhos para a apreciação de Boucher que, impressionado com o talento da jovem, levou esses trabalhos para a apreciação de outro famoso escultor Paul Dubois. Após a aprovação desses dois gênios da escultura foi fácil para Camille entrar para a "Académie Colarossi" uma das raras academias abertas também para mulheres.

Em seguida, juntou-se a um grupo de três outras escultoras e começaram a ter aulas informais com Boucher que visitava o estúdio das "moças" uma vez por semana. Quando em 1883 Boucher mudou-se para a Itália, Rodin assumiu a responsabilidade perante os estudantes de Boucher. O deslumbramento pelo enorme e precoce talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin,43 anos e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos, relacionamento que influenciou toda a técnica utilizada por Camille em seus trabalhos até então. Naquela época, a talentosa Camille tentou existir num mundo que ainda não era feito para mulheres.

O período em que ela ficou no estudio de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e para Camille, a pior fase para a sua afirmação como escultora, independente dele. Sua vida e seu trabalho ficaram, sem dúvida, ligados ao gênio Rodin o que virou uma trágica história de criação, amor e loucura. Para Rodin Camille foi modelo, assistente, amante e rival. O domínio da juventude e beleza de Camille sobre Rodin levou-o a prometer-lhe casamento em 1884.

Quando Camille esculpiu o busto de Rodin ela o fez rude e forte. Rodin, modelava Camille raramente como uma vencedora (escultura A França). A obra mais famosa de Camille, A Valsa, marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora. Na época em que foi influenciada pela arte japonesa Camille esculpiu em mármore e ônix, As bisbilhoteiras. Quando Camille, em 1884, assistiu Rodin em Calais seu trabalho sofreu significativas alterações. Suas esculturas iniciais refletiam explendorosa tradição da Academia Francesa em especial na leveza e nas formas das faces, como em sua escultura "Giganti", de 1885, que demonstra uma superfície natural que utiliza os reflexos da luz para distinguir os diversos planos da face. Em seu trabalho "Young Girl with a Sheaf" que poderia ser traduzido como "Uma jovem com um feixe de trigo" Camille mostra uma jovem debruçada sobre um feixe de trigo e utiliza sua técnica particular para mostrar a dócil e lisa face da jovem contraposta com a textura de um fundo rude ou grotesco.

A vida de Camille foi marcada por paixão, sofrimento e revolta.
O romance com Rodin terminou em 1898, mas Camille continuou a esculpir. Longe dele começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de disturbios mentais. Em 1906, ela destroi grande parte de seu próprio trabalho sendo internada em um hospital para doentes mentais. Do hospital Camille mantinha correspondência com sua familia e seus amigos. Nessas correspondências, às vezes, Camille pedia à sua mãe que lhe mandasse alguns itens como chá, açúcar em cubinhos e, repetindo as palavras da própria Camille, "...café brasileiro porque é de excelente qualidade...". Com seu irmão Paul, a intensidade das cartas chegou ao nível do emocionante. Paul, em seus escritos sobre a irmã, descreve o trabalho da artista:
"Da mesma forma que um homem, no campo, se serve de uma árvore ou de um rochedo ao qual seus olhos se prendem, a fim de acompanhá-lo em sua meditação, uma obra de Camille Claudel no meio do apartamento existe unicamente através de suas formas, assim como essas curiosas rochas colecionadas pelos chineses, como um tipo de monumento do pensamento interior, o tufo de um tema proposto a todos os sonhos. Ao passo que um livro, por exemplo, somos obrigados a ir buscá-lo nas prateleiras de nosso armário, uma música, a tocá-la, ao contrário, a peça trabalhada, de metal, ou de pedra, exala de si mesma seu encantamento, e a casa inteira é por ela penetrada". (Paul Claudel)

Seu pai, porto-seguro de Camille, morre em 3 de março de 1913.

A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon, onde Camille Claudel passou os últimos trinta anos de sua vida e lá morreu, em 1943, sem nunca ter recebido a visita de sua mãe.



Por: Sandra


...JUNTO COM O CULTO AO ONIPRESENTE, SE IMPÕEM OS VALORES ...
(PEQUENO CONSERTO NA CONCORDÂNCIA)

PENSO QUE HÁ MUITO MAIS A FALAR DA GRANDE ESCULTORA CAMILLE CLAUDEL.

Por: Lacy Mesquita

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