Paulo Tapajós Gomes
(Cantor, compositor, radialista e pesquisador de Música Popular Brasileira )
1913 - 1990
Cantor, compositor, radialista e pesquisador de Música Popular Brasileira nascido na cidade do Rio de Janeiro, que como estudioso da música popular brasileira, acumulou um acervo de documentos, partituras, discos, livros, revistas, recortes, impressos e alguns manuscritos originais, em viagens realizadas por todo o Brasil, que até hoje vem sendo consultado por gravadoras, editoras, emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, além de profissionais do meio artístico e do meio acadêmico. Filho do escritor, jornalista e poeta Manoel Tapajós Gomes e irmão do compositor e cantor Haroldo Tapajós e pai dos compositores Maurício Tapajós e Paulinho Tapajós e da cantora Dorinha Tapajós. Iniciou seus estudos de piano (1926) com a professora Maria Siqueira, e também violão. Mais tarde estudou com Cecília Rudge, canto com Riva Pasternack e música com o Maestro Lourenzo Fernandes. Escreveu sua primeira música, a modinha Meu bem (1927), que recebeu letra de seu pai, e iniciou sua carreira de cantor no ano seguinte, como um dos integrantes do trio Irmãos Tapajós, ao lado de Haroldo e Oswaldo Tapajós, apresentando-se na antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Com a desistência de Oswaldo, gravou seu primeiro disco na Columbia, em dupla com o irmão Haroldo, com as canções Loura ou morena e Doce ilusão, ambas de Haroldo Tapajós e Vinicius de Moraes. Estas músicas marcaram a estréia do poeta Vinicius de Moraes como letrista. Ingressou (1928) na Escola de Belas Artes, onde estudou desenho técnico, artístico e comercial. Atuou como desenhista profissional do Departamento de Aeronáutica Civil e da Companhia Siderúrgica Nacional (1936-1942). Abandonando a profissão de desenhista para dedicar-se exclusivamente à música (1942), e iniciou sua carreira solo. Criou e integrou o Trio Melodia (1945) e também criou e dirigiu o conjunto brasileiro de serenata, a Turma do Sereno. Como radialista, integrou a equipe do Departamento Artístico da Rádio Nacional, onde exerceu as funções de Assistente de Direção, Diretor de Broadcasting, Diretor de Programação e Diretor Musical. Transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro (1946), como artista e diretor artístico, mas dois anos depois retornou à Rádio Nacional, onde permaneceu por mais 16 anos. Foi gerente da Gravadora Continental (1952-1953) e integrou a Comissão Executiva do I Festival Internacional da Canção Popular (1966), onde também foi diretor artístico do evento (1957-1970). Fez parte do Conselho de Música Popular, do Conselho de Rádio do Museu da Imagem e do Som e da Associação Brasileira de Propaganda e ocupou a cadeira de Roquette Pinto como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Foi sócio fundador e secretário geral da Academia Brasileira de Música Popular, ocupando a cadeira de Eduardo das Neves. Foi contemplado com inúmeros diplomas, títulos, troféus e medalhas, como a Medalha de Prata do Centro Brasileiro de Rádio Educativo pelos 55 anos de Rádio sem interrupção no microfone e a Placa de Prata pelos 62 anos de inestimáveis serviços em prol da preservação e divulgação da Música Popular Brasileira, conferida pelo Centro Austragésilo de Athayde, entre outras, e também recebeu várias homenagens póstumas, após seu falecimento na cidade onde nasceu.
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