Laureano Eleuterio Gómez Castro
(Político conservador e diplomata colombiano )
1889 - 1965
Político conservador e diplomata colombiano nascido em Bogotá, que durante seus três anos de governo na Colômbia, provocou o descontentamento geral no país, numa crise que chegou a unir liberais e conservadores contra ele. Formado em engenharia pela Universidad Nacional (1909), abandonou a carreira técnica pela política e o jornalismo, fundando o periódico La Unidad do qual foi diretor (1909-1916). Entrou para o Partido Conservador da Colômbia (1911), onde foi eleito para mandatos e ocupou diversos cargos na Colômbia e no exterior, entre os quais o de embaixador na Alemanha, onde se tornou admirador dos nazistas. Ao assumir a liderança do Partido Conservador da Colômbia (1932), pregou idéias de Hitler e Mussolini. Com a subida dos conservadores ao poder (1946), assumiu o ministério das Relações Exteriores. Acusado de participação no assassinato de Jorge Eliécer Gaitán, morto quando tudo indicava que seria eleito para a presidência (1946), exilou-se novamente. De volta ao país, assumiu o governo (1950) após eleição dominada pela censura e realizada sob lei marcial. No poder procurou impor um regime autoritarista, pretendendo dar uma nova ordem ao país. Dissolveu os sindicatos e controlou o judiciário e o legislativo e convocou uma Asamblea Nacional Constituyente. Concluiu os edifícios básicos da Universidad Nacional, unificou os programas de bacharelado, investiu na educação básica, em obras desportivas na saúde pública, especialmente em campanhas contra a tuberculose, a febre amarela, a malaria e outras enfermidades. Atuou fortemente na organização da problemática energética e construiu o oleoduto Puerto Salgar - Bogotá e iniciou o de Puerto Berrío - Medellín, além de investir na refinaria de Barrancabermeja. Criou empresas como o Banco Popular (1950) e os Ministérios de Fomento como o da Comercio e Industria e ode Minas y Petróleos; modernizou o sistema de telecomunicações e organizou o Instituto Nacional de Fomento Municipal. Porém seu governo autoritário e violento levou a sua deposição (1953) por Gustavo Rojas Pinilla e viu-se obrigado a refugiar-se na Espanha. Voltou ao seu país (1957), depois de assinar acordos sobre a política interna da Colômbia, o que se chamaria de Frente Nacional, e morreu em Bogotá. Seu comportamento político agressivo com suas idéias laureanistas, valeu-lhe vários apelidos, entre eles El Hombre Tempestad, el Monstruo ou El Basilisco.
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