Jorge Guillén
(Poeta espanhol )
1893 - 1984
Poeta espanhol nascido na cidade castelhana de Valladolid, que se distinguiu por uma constante inquietação filosófica diante da realidade e da vida cotidiana, de que procurou expressar as formas e manifestações essenciais, como a luz, a água e o ar. De família próspera, estudou filosofia e letras em Madri e Granada, licenciou-se (1913) e foi professor de espanhol na Sorbonne, em Paris (1917-1923). Durante sua estada na França conheceu Paul Valéry, de quem recebeu forte influência. De volta à Espanha (1923), ensinou em diversas universidades e publicou sua primeira obra, Cántico (1928), uma coletânea de poemas que passou por sucessivas e ampliadas edições (1930-1950). Durante a guerra civil espanhola foi detido e encarcerado em Pamplona por motivos políticos (1936), fugiu e exilou-se nos Estados Unidos (1938), onde ensinou literatura espanhola no Wellesley College (1940-1951) e iniciou o preparo de Clamor, obra editada em três livros: Mare magnum (1957), Que van a dar en la mar (1960) e A la altura de las circunstancias (1963). Alcançada a jubilação acadêmica, realizou freqüentes viagens pela América e Europa e visitou repetidas vezes a Espanha. Tornou-se (1958) professor catedrático Charles Elior Norton, da University of Harvard, e casou-se em Bogotá (1961) com Irene Mochi Sismondi. O governo espanhol outorgou-lhe o Prêmio Miguel de Cervantes (1976) e tornou-se acadêmico de honra da Real Academia de la Lengua Española (1978). Morreu em Málaga, na Andaluzia depois de publicar, entre outros, Lenguaje y poesía (1962), Aire nuestro (1968) e Y otros poemas (1973).
|
|