Jaime Cortesão
(Escritor e político português)
29-4-1884, Ançã, Cantanhede
14-8-1960, Lisboa
Formado em Medicina (1909), exerceu o magistério no Porto (1911-1915) e medicina na campanha de Flandres como voluntário. De 1919 a 1927 foi diretor da Biblioteca Nacional. Dirigente do fracassado movimento revolucionário de 3 de fevereiro de 1927, conheceu o exílio de 1927 a 1957. Esteve na Espanha, França e Inglaterra, e a partir de 1940 viveu no Rio de Janeiro. Regressou a Portugal em 1957 e em 1958 foi eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Estreou com o volume de poemas A Morte da Águia (1910), escreveu teatro histórico, contos, livros de memórias e de viagens e cultivou a literatura infantil. Começou se integrando no movimento saudosista da Renascença Portuguesa e de A Águia, mas desde 1921 fez parte da direção da revista Seara Nova, surgida como expressão da "extrema-esquerda da República radical". Valiosa, sobretudo, sua investigação histórica, de que resultaram excelentes páginas em obras coletivas (História da Colonização Portuguesa do Brasil, História de Portugal, organizada por Damião Peres, História do Regime Republicano em Portugal, História da Expansão Portuguesa no Mundo) e os seguintes livros: Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madri (1950-1963), em nove volumes, Raposo Tavares e a Formação Territorial do Brasil (1950), Pauliceae Lusitana Monumenta Histórica (1956-1960), em três volumes, e Descobrimentos Portugueses (1960), em dois volumes (obra incompleta).
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