Harold Delf Gillies, Sir
(Cirurgião de garganta, ouvido e nariz neozelandês )
1882 - 1960
Cirurgião de garganta, ouvido e nariz neozelandês nascido em Dunedin, criador da cirurgia plástica moderna como um ramo da medicina, e assim conhecido como o pai da cirurgia plástica. Filho de Robert Gillies, membro da House of Representatives (1884-1885), e de Emily Street, foi educado no Wanganui Collegiate School (1895-1900) e formou-se em medicina no Gonville e Caius College, Cambridge University e habilitou-se (1908) após ser residente no St Bartholomew's Hospital, Londres. Tornou-se um FRCS (1910) especializado em cirurgias de ouvido, nariz e garganta. Notabilizou-se quando publicou o Plastic Surgery of the Face (1920), considerado um trabalho padrão nessa especialidade. Casou-se com Kathleen Margaret Jackson (1911), em Londres, e destacou no Royal Army Medical Crops, durante a I Grande Guerra. Enquanto tratava pacientes feridos nos confronto, desenvolveu técnicas de correção das cicatrizes. A cirurgia plástica moderna, pois, tornou-se um subproduto das guerras. Foi criada (1917) por esse cirurgião com tendências artísticas, no recém-construído Queen's Hospital, Londres. Foi contratado como o primeiro cirurgião plástico do Manchester at Burwood Hospital, Christchurch (1945) e eleito presidente fundador da British Association of Plastic Surgeons (1946). Com prestígio mundial, ainda publicou The Principles and Art of Plastic Surgery (1957) em co-autoria com Ralph Millard, e morreu em Londres. A plástica como recuperação estética já é praticada a mais de 2000 anos, na Índia, e levado muito a sério pelos hindus, quando a punição era o nariz cortado. A deformação era reparada com enxertos da pele da face ou da testa. Essa técnica foi aperfeiçoada (1597) por Gasparo Tagliacozzi (1546-1599), cirurgião em Bolonha. No entanto era um tratamento rudimentar, doloroso e sem anestesia e que mereceu ataques da Igreja, ofendida com o fato de seu aperfeiçoamento da obra de Deus. Seu corpo foi proibido de permanecer enterrado em um campo santo e a cirurgia plástica da face foi considerada pecaminosa e proibida, pelo menos nos próximos dois séculos, nas principais capitais européias.
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