Padre Maurício
(músico e padre)
1767-1830
Nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1767 e faleceu em 1830. Músico ainda jovem, demonstrou grande vocação e dedicação pelos estudos, especialmente pela música, aprendendo teoria musical com o maestro Salvador José. Cantava em festas, tocava diversos tipos de instrumentos. Além de cumprir com desvelo o seu cargo, demonstrou rara inclinação para compor. Foi nomeado Mestre de Capela da antiga Catedral da Sé. A instalação da Corte de D. João VI no Rio de Janeiro cooperou para que novos compositores brasileiros se manifestassem, graças a predileção que o rei tinha por essa arte. José Maurício foi nomeado Mestre da Capela Real pelo monarca que o admirou. Tendo chegado ao Brasil, o compositor português, Marcos Portugal, entusiasmou-se com a obra do músico brasileiro; porém Marcos Portugal viu em José Maurício um forte competidor, inspirando-lhe uma tenaz perseguição. José Maurício não tinha nenhuma vaidade pela vida na Corte. Dedicou-se exclusivamente à música. Marcos Portugal não tinha o direito de invejar-se de Padre Maurício, pois os dois compunham em campos completamente diferentes. Assim o lusitano ficou responsável pela música profana, ao qual foi confiada a direção do Teatro de São João, enquanto Padre Maurício, compositor brasileiro ficou responsável pela música sacra, na Capela Real. Sua obra quase toda constituída de peças sacras, é impregnada de grande serenidade, revelando influência dos compositores alemães. Suas obras: “Missa em Si Bemol”, “Missa de Defuntos”, Magnificat”, e a “Missa de Réquiem” Seu nome completo é José Maurício Nunes Garcia.
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