Kurt Tucholsky
(Jornalista e escritor alemão)
9-1-1890, Berlim
21-12-1935, Hindås, Göterborg
Trabalhou, desde 1913, na revista de Siegfried Jakobsohn "Die Schaubühne", sendo um de seus principais colaboradores até 1933, especialmente a partir de 1918, quando se ampliou o conteúdo da publicação e passou a chamar-se "Die Weltbühne". As suas quase 2.500 críticas, folhetins, esboços satíricos, polêmicas, panfletos, retratos, poemas e canções tornam-no um dos mais destacados escritores satíricos alemães. Em 1929, publicou o livro "Alemanha, Alemanha, Acima de Tudo", com o subtítulo "Um Livro Ilustrado", obra polêmica e satírica completada com fotomontagens, realizadas por John Heartfield, que eram tanto acusadoras como muito reveladoras. Este livro foi considerado um ataque radical contra o militarismo, o sistema capitalista, a justiça de classe e a consolidação de correntes nacionalistas e reacionárias na Alemanha, o que provocou a indignação dos setores mais conservadores. Tucholsky fugiu para a Suécia, escapando aos nazistas, onde finalmente acabaria suicidando-se. Outras de suas obras mais destacadas são:" Rheinsberg" (1912), "Träumereien na preuss Kaminen" (1920) e "Scholz Gripsholm" (1931).
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Descobri há pouco tempo este brilhante escritor que tinha um humor bastante sofisticado. Kurt Tucholsky odiava cachorros como qualquer pessoa sensata que consegue analisar as inúmeras conseqüências negativas deste animal em qualquer ambiente equilibrado. Dos seus comentários sobre o peludo pulguento, organizei um pequeno texto:“O cachorro vive permanentemente na Guerra dos Trinta Anos. Em cada carteiro fareja o soldado errante, no leiteiro a vanguarda sueca, no amigo que nos visita o diabo. O cachorro não vigia apenas a propriedade do dono, mas também o caminho que passa ao lado, e não é capaz de compreender que as pessoas que por lá vão sejam neutras (é conceito que não conhece). O mundo do cachorro divide-se em amigos (da sua malta) e inimigos perigosos!!! O cachorro está permanentemente inseguro, inquieto, e procura ganhar coragem fazendo barulho. Ataca, porque o medo o obriga a avançar. O cachorro é um capitalista monomaníaco, guarda a propriedade que não lhe serve para nada, por amor à propriedade, e trata a do dono como se não houvesse mais nada neste mundo. Também é fiel por amor à fidelidade, sem se preocupar muito com saber a quem é que se mantém fiel.”
Por: Fabio Rossano Dario
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Descobri há pouco tempo este brilhante escritor que tinha um humor bastante sofisticado. Kurt Tucholsky odiava cachorros como qualquer pessoa sensata que consegue analisar as inúmeras conseqüências negativas deste animal em qualquer ambiente equilibrado. Dos seus comentários sobre o peludo pulguento, organizei um pequeno texto:“O cachorro vive permanentemente na Guerra dos Trinta Anos. Em cada carteiro fareja o soldado errante, no leiteiro a vanguarda sueca, no amigo que nos visita o diabo. O cachorro não vigia apenas a propriedade do dono, mas também o caminho que passa ao lado, e não é capaz de compreender que as pessoas que por lá vão sejam neutras (é conceito que não conhece). O mundo do cachorro divide-se em amigos (da sua malta) e inimigos perigosos!!! O cachorro está permanentemente inseguro, inquieto, e procura ganhar coragem fazendo barulho. Ataca, porque o medo o obriga a avançar. O cachorro é um capitalista monomaníaco, guarda a propriedade que não lhe serve para nada, por amor à propriedade, e trata a do dono como se não houvesse mais nada neste mundo. Também é fiel por amor à fidelidade, sem se preocupar muito com saber a quem é que se mantém fiel.”
Por: Fabio Rossano Dario
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